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Gilberto Kassab é o novo prefeito de São Paulo

Gilberto Kassab é o novo prefeito de São Paulo

Conheça o currículo do novo Prefeito de São Paulo.

O engenheiro Gilberto Kassab assumiu nesta sexta-feira (31/03/2006) a Prefeitura de São Paulo. Nascido no bairro de Pinheiros, na zona Oeste de São Paulo, em 12 de agosto de 1960, Kassab é o quinto dos sete filhos do médico Pedro Salomão José Kassab e da professora Yacy Kassab.

Ele cursou o ensino médio e o fundamental no Liceu Pasteur e graduou-se por duas faculdades da Universidade de São Paulo (USP): em 1985 concluiu o curso de Engenharia Civil; em 1986 formou-se em Economia.

Nesse período, Kassab integrou diretórios acadêmicos e de mobilização estudantil, além de grupos de jovens empreendedores em entidades da sociedade civil.

Vice-presidente estadual do PFL paulista e primeiro secretário nacional da legenda, Kassab é um dos responsáveis no partido pelo desenvolvimento de projetos nas áreas de ciência, tecnologia e energia.

Até dezembro de 2004, Kassab exerceu o segundo mandato de deputado federal - a primeira eleição foi em 1998 -, cargo que deixou para ocupar a vice-prefeitura de São Paulo e trabalhar ao lado do prefeito José Serra.

Antes de chegar ao Congresso Nacional, Kassab cumpriu dois anos de mandato como vereador na cidade de São Paulo (1993-1994) e um mandato como deputado estadual (1995-1998). Como deputado federal, Gilberto Kassab foi indicado pela Câmara dos Deputados para ocupar vaga no Conselho Consultivo da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Paralelamente à política, Gilberto Kassab participa de várias entidades da sociedade civil: é vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo; vice-presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo; conselheiro do CRECI (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis); Diretor do Sindicato dos Corretores de Imóveis de São Paulo; e Diretor do Centro do Comércio do Estado de São Paulo.



Escrito por Eduardo às 23h30
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Trens da CPTM têm oração, camelô e samba

Trens da CPTM têm oração, camelô e samba

RICARDO GALLO
da Folha de S.Paulo

O relógio marca 6h25 na estação Calmon Viana, em Poá (Grande São Paulo). À beira da plataforma, numa manhã de quarta-feira, centenas de pessoas embarcam na linha F e iniciam viagem no trem superlotado, de portas abertas. O vandalismo é constante. Os vagões, quase "temáticos", reúnem usuários de drogas, grupos de evangélicos e até pagodeiros.

Com cerca de 125 mil passageiros diariamente, a linha F é, segundo a própria CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), a pior da Grande São Paulo. Nos trens, o primeiro vagão costuma ser dos "nóias", o quarto é o da "benção" e, em algumas sextas-feiras, o último é o do pagode -o único que a Folha não conseguiu flagrar. Ambulantes são vistos em todos os vagões.

Cenourão

Na linha F, o trem não é chamado de trem -por causa do péssimo estado de conservação, as composições fabricadas no final dos anos 70 ganharam apelidos curiosos dos passageiros, como cenourão, latão ou sucatão.

"É horrível. Esqueceram da gente, por isso deixam esse trem velho aqui", diz, quase sem se mexer, a operadora de cobrança Regina Célia Ezequiel, 25, que, na quarta-feira de sol, tentava ficar em pé num dos vagões lotados. As quebras de trens são constantes, o que a faz contar com o atraso.

Dois vagões adiante está Nei. Olhos fechados, feição compenetrada, o vendedor de 33 anos que não quis revelar o sobrenome repete em voz alta as orações do pastor. "Glória, senhor, glória".

Em pé, mãos para cima, Nei acena com a cabeça quando ouve o pastor dizer que correto não "é aquele que se diz bonzinho, que se faz de bonzinho, mas sim aquele que segue os ensinamentos de Jesus". "Isso aqui faz bem para muita gente", afirma o vendedor, evangélico há dois anos.

"Estação Brás, desembarque pelo lado direito do trem", anuncia a voz eletrônica do alto-falante.

No trem seguinte, está o gerente de condomínio Valdomiro Antunes, 32, pastor há oito anos. Na viagem de cerca de uma hora, ajuda a evangelizar os passageiros. "Já salvei gente que queria se suicidar e, depois de ouvir a palavra, desistiu." Ele aprendeu a celebrar o culto no trem com os colegas que "já se aposentaram". O culto no quarto vagão ocorre normalmente entre 5h30 e 8h30, pela manhã, e entre 16h e 21h. "As pessoas são necessitadas, precisam ouvir a palavra do senhor Jesus."

À tarde, na viagem de volta do Brás a Calmon Viana, no primeiro vagão, um homem se aproxima com um pacote nas mãos, discretamente. Entrega a um colega. É maconha. Os passageiros evitam olhar. Ele desce na estação Aracaré, em Itaquaquecetuba. "O primeiro vagão é da molecada e de nóias, todos sabem, por isso não gosto de andar lá", diz o cortador Josival Felipe, 41.

Segundo a CPTM, a existência de um vagão específico do tráfico é "mito", mas há, sim, uso de drogas dentro dos trens. "Temos ciência do tráfico [na rede], prova disso é que fazemos um número acentuado de operações. Só no final do ano passado prendemos 56 pessoas de uma vez", afirma o coronel da reserva Leopoldo Augusto Corrêa Filho, gerente de segurança da CPTM. Segundo ele, no entanto, barrar um trem e revistar todos os passageiros provoca uma paralisação de duas horas.

Mercado aberto

Mesmo nos vagões com grupos específicos, os hábitos são os mesmos: portas abertas, passageiros pendurados com o corpo para fora e ambulantes circulando vendendo de chocolates a cerveja, de cortadores de unha a pomadas para micose. "Brahma, Coca, Kaiser, "suquiágua'", diz rápido um deles, enquanto oferece, em um isopor, os produtos aos passageiros. Uma mulher vende um produto com uma característica curiosa. "Amendoim, crocrante, delicioso, crocrante", brada ela.

A venda ocorre no trajeto entre uma estação e outra. Assim que o trem pára, os ambulantes guardam tudo em bolsas ou mochilas e descem. No outro trem, embarcam de novo. "É assim. Ninguém quer perder mercadoria", afirma um dos vendedores.



Escrito por Eduardo às 00h28
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